Quando chegou ao Corinthians, em 2008, Elias era apenas uma promessa que acabara de fazer um bom Campeonato Paulista pela Ponte Preta. Hoje, prestes a completar a marca de 150 jogos com a camisa alvinegra, o volante é uma peça fundamental para o Corinthians e jogador da Seleção Brasileira. Tanto êxito em sua passagem pelo Alvinegro o faz até pensar em ficar eternamente no clube.
No período em que esteve no Corinthians, três diferentes treinadores comandaram o camisa 7 e, com todos, Elias conseguiu ter destaque. Primeiro com Mano Menezes, que o trouxe da Ponte Preta e o transformou no melhor jogador do Paulistão de 2009 e uma peça vital para a equipe corintiana. Adaptado para jogar como volante (era meia na Ponte), Elias apareceu com destaque para o futebol brasileiro, como um jogador que sabia marcar, tinha ótima qualidade no passe e aparecia como um elemento surpresa "fatal".
Com a ida do gaúcho para a Seleção Brasileira, Adilson Batista assumiu o comando do Timão. Elias passou a ter mais liberdade e, atuando novamente como meia, passou a marcar mais gols. Nas dezessetes partidas em que Adilson dirigiu o Corinthians, Elias anotou cinco gols.
Com a chegada de Tite, o Corinthians voltou ao estilo que dá mais segurança para defesa, com Elias jogando com menos liberdade para atacar e voltando sua atenções para a marcação. Entretanto, nessa função, o volante tem mais impacto como elemento surpresa e, segundo o próprio Tite, se torna um jogador "imarcável".
No último mês, Elias reencontrou Mano Menezes, desta vez na Seleção Brasileira. Diante do Irã, o volante fez sua estreia com a amarelinha, ao entrar na vaga de Philippe Coutinho. Já na partida seguinte, contra a Ucrânia, Elias vestiu a camisa 11 e fez seu primeiro jogo como titular do Brasil. Sua exibições, o creditaram a permanecer na equipe que enfrentará a Argentina, no próximo dia 17 de novembro.
Após viver tantos méritos e realizações vestindo as cores do Corinthians, Elias pensa até em permanecer no Timão "para sempre".
- Não penso em sair. Já falei que gostaria de assinar um contrato vitalício com o Corinthians, mas isso não é possível por causa da legislação. Eu amo esse lugar. Se eu cheguei à Seleção pelo Corinthians, não tem porque sair - afirmou o volante.
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